

Nesta terça-feira (25), estarei no campus Méier das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), no Rio de Janeiro, para falar sobre a história do Jornalistas da Web e conversar com os alunos a respeito da relação entre o jornalismo e as novas mídias. Na quarta-feira (26), às 14h, participo do evento 24 Horas de Comunicação, da Faculdade CCAA, também no Rio, onde falo sobre o mesmo tema.
Ao mesmo lado vai palestrar a secretária geral do Fórum Permanente de Desenvolvimento Estratégico do Estado, Geiza Rocha, que ministrará a palestra "O poder do cidadão: como o Fórum de Desenvolvimento do Rio faz uso das redes sociais". Ambas as palestras focarão mais em como os veículos estão fazendo uso das novas mídias para atingir o público e propagar informações.

Dando continuidade à proposta de estar na vanguarda das discussões sobre jornalismo digital e novas mídias, o JW vai promover no próximo dia 15 de maio de 2010, no Rio de Janeiro, o evento Readers 2.0, que vai debater o mercado e o cenário de e-book e e-readers no Brasil.
Para mais esta ação em conjunto com as Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), conseguimos reunir três profissionais de alto nível envolvidos com e-books: Aline Polycarpo, Coordenadora de Novos Projetos da área de Novos Negócios da Infoglobo, que coordena, entre outros, as edições Kindle e iPad do jornal O Globo; Ana Claudia Ribeiro, Sócia-gerente da E-papers Serviços Editoriais, editora brasileira especializada em livros impressos e eletrônicos; e Carlos Eduardo Ernanny (Duda), Fundador da Gato Sabido, primeira e-bookstore brasileira. A livraria virtual é também distribuidora do leitor de livros eletrônicos Cool-ER no Brasil. A mediação ficará por conta de Bruno Rodrigues, Consultor de Informação e Comunicação Digital e Autor dos livros "Webwriting" (2000 e 2006), sobre o comportamento da escrita na mídia digital.
O evento acontecerá na manhã de um sábado, no confortável auditório do campus 1 da Facha, e será mais uma oportunidade também para quem gosta de trocar figurinhas e ampliar os contatos. A entrada é franca e a participação é aberta a todos. Para mais informações, visite o hotsite do Readers 2.0, por onde é possível ficar por dentro do que estão falando sobre o evento no Twitter (e se você for postar algo relacionado à palestra, não esqueça de utilizar a tag oficial #readers20).

Discutir se o programa é bom ou ruim não é o caso, mas o que importa nessa pequena reflexão sobre o Big Brother Brasil 10 é a reação e interação impressionante do público. Como está sendo colocado, o papel principal é o público e não os participantes do Reality Show, da Globo.
Os números impressionam e não só quanto aos votos. A principal comunidade do Orkut, chamada de Máfia Dourada, simplesmente reúne mais de 682 mil participantes. E não existe apenas uma. Eles se mobilizam, convocam e dizem o que deve ser feito. A frase "meu dedo cai mais você não sai" virou uma espécie de norma entre eles. Diversas pessoas que não se envolviam tanto como o BBB, acabaram se tornando fanáticos. É como se a internet desse o poder nas mãos dos internautas.
O que aconteceu nessa edição? A possibilidade de decidir pela internet? Saber exatamente o que o @boninho está postando no Twitter e dizer o que quiser para ele? Ser responsável para definir o que acontece numa prova pela liderança?
Impressiona mensagens no forum do Orkut e mostram o que os internautas sentem: "Eu sei q nós estamos cansados por nossa grande vitória contra o Dicesar e os anti Dourados...mas já tivemos tempo de dormir e descansar (...) se cada um de nós, nessas últimas horas de paredão votarmos apenas 500 vezes e 5 ligações ou SMS, viramos esse paredão e mostramos quem manda nesse BBB".
É mais do que uma decisão do público é uma reação a ser estudada.
Já está na rede a nova versão do estadao.com.br, assinada pela Cases i Associats, do jornalista brasileiro Chiquinho Amaral. Totalmente influenciado por traços europeus, a versão digital do jornalão do Grupo Estado entra no ar com um tiro certeiro, duas palavras-chave que nortearam a edição daqui para frente: importante e interessante.
Mais do que organizar melhor o conteúdo, diagramado em colunas, privilegiando o hard news, o diferencial da reforma é proposta de construção da primeira página, algo ainda pouco pensado em desenhos de interface, que geralmente transformam portais e sites jornalísticos em uma miscelânia e sem possibilidade de auto-organização. Em relação ao papel, cuja idéia de análise, aprofundamento e exclusividade voltam à discussão a cada reforma gráfica e editorial de jornais com versões impressa e digital, como é o caso de O Estado de S.Paulo, sabe-se que não é mais novidade esse tipo de abordagem.
Na reforma da Folha de S.Paulo de 2006, coordenada pelo designer Mario García, falava-se em aposta em conteúdo exclusivo, conforme explicara, na ocasião, Otávio Frias Filho, em entrevista ao Jornalistas & Cia: "Estamos também interessados em valorizar o espaço de interpretação, de opinião e de análise. Há um certo consenso de que o jornalismo de qualidade deve cada vez mais reforçar esses aspectos, buscando o aprofundamento da notícia, o contexto interpretativo. E em relação à notícia, ao hard news, que continua e continuará sendo a espinha dorsal do jornal, pretendemos encontrar formatos gráficos que permitam explorar cada vez mais histórias próprias, exclusivas, deixando num plano mais secundário as notícias mais comuns, compartilhada por todos os veículos e que também já saíram na TV e na Internet."
Também não é nova a idéia de convergência de mídias e de pessoas em torno de um produto apenas. Dezenas de jornais mundo afora apostaram nessa mistura que, na maioria das vezes, não passa de mídias distribuídas em telas que se assemelham a um power point, organizado com foto, vídeo, áudio, slide show e texto, entre outros (BEIGUELMAN: 2009; MANOVICH: 2008, p. 41). Portanto, ainda continua o desafio (a todos os jornais) de oferecer notícia de qualidade, com credibilidade, do tamanho da curiosidade dos leitores de papel e Web.