26/12/2012

5 tendências digitais para 2013 no Brasil e no mundo

Entre as ofertas e práticas que prometem movimentar o meio online estão lojas de e-books, paywalls e novos dispositivos móveis.

Por (@mariocavalcanti)

O ano de 2012 foi interessante no que diz respeito a lançamentos sólidos (leia produtos que vingaram) e movimentações do mercado, tanto no campo de jornalismo digital, quanto no meio online em geral. Particularmente na segunda metade de 2012, parcerias estratégicas foram formadas, ou para não perder terreno, ou para começar a fincar bandeiras no que está por vir. Com base nessas movimentações de mercado e em observações de analistas, cheguei à lista abaixo, de cinco tendências para 2013.

PAYWALL

Sim, parece que teremos um ano mais evidente em relação a modelos de conteúdo pago, com mais jornais de grande porte levantando seus paywalls. Quem não entrou na dança, agora quer entrar. É o caso do Washington Post, que, segundo informações do Wall Street Journal, irá começar a cobrar pelo conteúdo online em 2013. Possivelmente o jornal irá adotar um sistema baseado em quantidade de matérias lidas, assim como fez o New York Times. Além dele, os diários irmãos Philadelphia Inquirer e Philadelphia Daily News anunciaram que lançarão sites pagos em 2013. E para mostrar que existe de fato um caminho nesse sentido, o também americano Houston Chronicle adotou um novo modelo de conteúdo. Ele criou um site em HTML5 com conteúdo exclusivo, e manteve sua edição online gratuita. Aqui no Brasil, em junho deste ano a Folha de S. Paulo passou a cobrar pelo seu conteúdo digital. Resumindo, conteúdo noticioso pago está caminhando para algo normal.

DISPOSITIVOS MÓVEIS

Alguns antenados podem dizer que dispositivos móveis não são uma tendência, mas em 2013 iremos ver um boom global ainda maior no universo destes gadgets. Os mercados de smartphones, tablets e e-readers estão crescendo de forma significativa. As lojas virtuais de e-books (veja a seguir) ajudam a impulsionar a venda de tablers e e-readers. O mercado de smartphones, em particular, vai voltar a ficar mais competitivo com as novas apostas de players como Nokia, HTC e RIM. As novas linhas Lumia e BlackBerry são só alguns exemplos.

LOJAS VIRTUAIS DE E-BOOKS

Em paralelo ao novo boom de dispositivos móveis, iremos presenciar no país o crescimento da cultura de consumo de e-books. O que mostra isso são as recentes manobras desse mercado. No início do mês, a Amazon faz sua estreia oficial no Brasil com o lançamento de uma Kindle Store em português. O site já oferece 1,4 milhão de e-books com preços em reais e também comercializa o leitor de e-books Kindle por R$ 299. Obviamente os concorrentes tupiniquins não iriam ficar parados. A livraria Cultura formou uma parceria com a fabricante nipo-canadense Kobo para lançar o e-reader Kobo Touch no Brasil por R$ 399.

CLOUD COMPUTING

A chamada computação em nuvem já está presente em nossas vidas mesmo que a gente não perceba. O Gmail é um exemplo disso, com todas as nossas mensagens salvas em um servidor na Internet (nuvem), em vez de em nosso próprio computador. Mas o conceito está ganhando proporções cada vez maiores. Alguns dos principais players do mundo online já possuem suas ofertas de serviços e plataformas de cloud computing. Entre eles estão Google (Drive e Apps Marketplace), Microsoft (SkyDrive e Windows Azure), Apple (iCloud) e Amazon (Amazon Web Services), sem contar outros serviços como Dropbox, iSpaces e Just Cloud. Se formos incluir os sistemas peracionais em nuvem, a lista fica ainda maior, com Glide OS, Amoeba, Kohive, Zimdesk, Cloudo e outros.

SMART TVS E CURADORIA SOCIAL

As televisões com habilidade de pesquisa na Internet, as chamadas smart TVs, vão ganhar mais notoriedade. No Brasil, pode ser que não haja tanta adesão no próximo ano, mas o conceito vai se tornar mais popular, sem dúvida. Em conjunto, a prática de comentar programas televisivos em tempo real nas redes sociais deve aumentar. Vale observar também o que apontam os analistas de mercado. Segundo uma recente pesquisa da consultoria Gartner, 85% das TVs de tela plana terão conexão à Internet em 2016. Se nos Jogos Olímpicos de Londres algumas das atrações foram o Twitter e as transmissões em HD, nas Olimpíadas de 2016 talvez a gente veja as smart TVs como um dos protagonistas.

Concorda? Discorda? Tem alguma sugestão de tendência para o próximo ano? Deixe seu comentário abaixo.

Sobre o autor |

Jornalista, developer, carioca e nerd de carteirinha. Editor do site Jornalistas da Web e adepto da retrocomputação.

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