Mario Cavalcanti
por — 12/05/2011 em Notícias

Personalização ativa não atrai tanto, diz pesquisa

Segundo estudo, usuários preferem que algum veículo faça a seleção editorial

Reprodução / Flipboard.comRIO DE JANEIRO (Da Redação), 12 de maio – O conceito de conteúdo personalizável tem crescido muito no universo do jornalismo online. No entanto, uma nova pesquisa descobriu que a maioria dos leitores é relutante em ficar personalizando o conteúdo ativamente, preferindo deixar que algum veículo faça a seleção editorial.

Roy Greenslade, do diáro britânico The Guardian, foi quem destacou o estudo Making “The Daily Me”: Technology, economics and habit in the mainstream assimilation of personalized news, realizado pelo acadêmico de jornalismo Neil Thurman, da City University London. A principal conclusão do levantamento, fruto de dois anos de pesquisa, é que os leitores estão bem menos entusiasmado com personalização de notícias do que muitos podem pensar.

Segundo Thurman, a personalização ativa, como a customização de uma home page, por exemplo, cresceu apenas 20%. Enquanto isso, a personalização passiva, sob a forma de sites que filtram as notícias e recomendam artigos baseados no comportamento da navegação, cresceu 60% no mesmo período. A pesquisa sugeriu ainda que os leitores muitas vezes são incapazes de definir com precisão suas preferências em termos de notícia.

ADOÇÃO LENTA DE SERVIÇOS PERSONALIZÁVEIS

Durante a pesquisa, Thurman também observou que os jornais The Washington Post, The Sun, The New York Times e The Daily Telegraph pararam de divulgar seus serviços e seções customizáveis, como o My Times (no caso do New York Times), uma confirmação de que os leitores têm adotado lentamente essas possibilidades.

Entre os veículos online entrevistados para o levantamento estão BBC News Interactive, Daily Mirror, Daily Telegraph, Financial Times, New York Times, Sky News, The Guardian, The Sun, The Times, Wall Street Journal e Washington Post. O estudo de Thurman pode ser acessado na íntegra aqui. JW.

Com informações do The Guardian e do Editors Weblog.

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