Mario Cavalcanti
por — 24/11/2010 em Notícias

Jornais ainda continuarão no Brasil por até 50 anos

Opinião é do diretor da Associação Internacional de Marketing de Notícias

Imagem ilustrativaRIO DE JANEIRO (Da Redação), 24 de novembro – No Brasil, jornais impressos continuarão por 30, 40, 50 anos, com lucros e boas condições econômicas. A opinião é de Earl Wilkinson, diretor-executivo da Associação Internacional de Marketing de Notícias (INMA), em palestra realizada em São Paulo na terça-feira (23). Entretanto, quando se fala no mercado dos Estados Unidos, a previsão do especialista cai para dez anos.

Segundo o jornal O Globo, Wilkinson diz que a nova "ecologia das notícias", ou seja, sua natureza, é a produção e distribuição multimídia, por meio de celulares, Internet e tablets computers (como o iPad). "O maior desafio é continuar inovando no impresso, onde temos 300 anos de aprendizado, mas também temos que investir no iPad, na nova arquitetura de notícias. As empresas não farão dinheiro com isso agora, mas é preciso aprender", diz.

Wilkinson, defensor da integração dos modelos impresso e online nos jornais, falou ainda que o atual modelo de negócio dos produtos impressos não resistirá à distribuição descentralizada da informação. "O custo para imprimir as notícias vai ser muito alto, o número de anúncios de propaganda vai diminuir", observa. Uma solução, segundo o executivo, seria a consolidação das mídias digitais nas redações, que ele vê como "a única forma de expandir a audiência além dos limites do impresso".

Uma entrevista feita pelo jornal O Globo com o especialista pode ser lida aqui. JW.

Mario CavalcantiJornais ainda continuarão no Brasil por até 50 anos