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03/08/2009 - 07:25:37
Uma breve introdução ao conteúdo na Internet

Por Camila Leporace (*)

Imagem ilustrativaTenho sido frequentemente questionada sobre o que é exatamente e como funciona o trabalho de fazer conteúdo para a Web. Estudantes, empresas interessadas em fazer sites ou melhorar os que já têm, profissionais de outras áreas e curiosos em geral me procuram - e isso é ótimo, pois não só demonstra interesse das pessoas como me abre a possibilidade de esclarecer para elas, entre outras coisas, que planejar e fazer conteúdo para a Internet inclui escrever, mas não se restringe a isso.

Ao pensar o conteúdo online, é preciso avaliar a informação como um todo, a comunicação que aquele site deseja fazer, que tipo de impressão deseja despertar nos internautas e quais as perguntas do público que ele se prestará a responder. É preciso ainda pensar em caminhos, de preferência simples, que façam sentido para o internauta chegar ao que deseja, e isso tem tudo a ver com arquitetura da informação, usabilidade e acessibilidade, três inseparáveis companheiras. De que adianta um conteúdo maravilhoso, mas que ninguém encontra? É algo que tem tão pouca utilidade quanto um site visualmente lindo, mas sem conteúdo algum.

É fundamental que se conheça o público ao qual o site se destina. Quanto mais informação sobre esse público os webwriters, arquitetos da informação, designers e programadores tiverem, mais chances eles terão de desenvolver um trabalho que de fato atenda aos internautas e lhes dê aquilo que procuram e esperam. O valor disso é inestimável, considerando que estamos numa rede que, cada vez mais, distancia os clientes do conceito de fidelidade, diante das múltiplas possibilidades de escolha com as quais eles se deparam e da facilidade de, sem custos, simplesmente mudar de URL quando bem entendem. Para conseguir destaque na Web, é preciso estar atento e saber que quem manda é o internauta.

Quando se pretende avaliar a qualidade do conteúdo desenvolvido para um site, faz-se necessário verificar se o que é apresentado ali está sendo dito de uma forma que os internautas entendem e gostam. Avaliar se o conteúdo está bem feito e bem organizado, se os caminhos estabelecidos pela equipe são fáceis de ser compreendidos pelos usuários, enfim, se o site é eficiente é um trabalho para o qual existem os testes de usabilidade, existe o bom senso e existem as métricas, também inseparáveis companheiras dos editores de conteúdo.

As análises estatísticas e a interpretação certeira desses indicadores, dentro do contexto do site e das premissas que se pretende levar em consideração ao avaliá-lo, são eficientes na condução do conteúdo e no estabelecimento de diretrizes para o que se pretende apresentar aos internautas. As métricas mostram onde erramos, onde acertamos, o que pode ser melhorado e até o que deve continuar como está.

O "achismo" não tem valor na Web, e nem é necessário. Os testes de usabilidade são de grande valia para que se evite lançar um site que não seja compreendido pelos internautas, que gere dúvidas e não incentive a navegação. Com estatísticas de fácil acesso e fácil compreensão, pode-se ter certeza de que o trabalho está bem feito, e de que o conteúdo está categorizado e disponibilizado de uma forma que lhe permite ser encontrado e tenha boa aceitação entre os usuários. Pode-se observar os caminhos dos visitantes e evitar que façam uma curva na hora errada, abandonando um portal de e-commerce pouco antes de finalizarem uma compra, por exemplo, ou deixando de ler parte de um texto simplesmente porque não o encontraram.

*Camila Leporace é jornalista com foco em desenvolvimento de conteúdo para a Web. Pós-graduada em Marketing Digital, é editora de conteúdo do site Opinião & Notícia.

Tags: acessibilidade, arquitetura da informação, internet, usabilidade, web.


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Comentários

Postado por lenamca em 16/11/2009 - 16:32:43:
Uma vez assisti a uma palestra do Antonio Guerreiro, do R7, em que ele disse "a internet estimula a infidelidade". Foi a coisa mais sábia que ele falou de todo o discurso (não que tenha sido ruim). Tem que ter muito jogo de cintura, planejamento e criatividade para tornar o relacionamento website/empresa+público duradouro. É aí que consiste um dos maiores desafios dos jornalistas que trabalham com web, entender que o conteúdo está muito além do texto e não será apenas ele que vai segurar a relação. E o dia a dia está aí para nos fazer aprender na marra, rs. Gostei do artigo! :)
 
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