09/04/2013

Governo Federal zera PIS e Cofins de smartphones de até R$ 1.500

Redução no preço dos aparelhos chega ao consumidor antes do Dia das Mães, assegura o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo.

dest_smartphone_docomoBRASÍLIA (Agência Brasil), 9 de abril – A desoneração de smartphones, anunciada pelo Governo Federal e publicada nesta terça-feira (9) no Diário Oficial da União, deve chegar ao consumidor final antes do Dia das Mães. A redução no preço depende ainda da publicação de uma portaria que vai apresentar as especificações técnicas dos aparelhos a serem considerados smartphones. A previsão do ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, é de que isso ocorra nesta semana.

Parte das especificações foi antecipada hoje pelo site do Ministério das Comunicações. Entre elas estão wi-fi, aplicativo de navegação e de correio eletrônico, sistema operacional que disponibilize kit de desenvolvimento por terceiros, tela igual ou superior a 18 centímetros quadrados e aplicativos desenvolvidos no país. De acordo com o ministério, está prevista também a definição de cotas para tecnologia nacional.

Aparelhos que se enquadrarem nessas especificações e que custarem até R$1,5 mil – terão as alíquotas dos impostos PIS/Pasep e Cofins reduzidas, o que deve resultar em quedas de até 30% no preço final do produto. Segundo o secretário de Telecomunicações do ministério, Maximiliano Martinhão, a definição de um preço teto para que os aparelhos se enquadrem entre os beneficiados visa também a “estimular fabricantes de produtos mais caros a reduzir seus preços”.

RENÚNCIA FISCAL PODE SER MAIOR QUE A PREVISTA

Paulo Bernardo disse que a renúncia fiscal poderá ser maior do que a prevista, caso as vendas superem as expectativas. “A renúncia foi estimada em R$ 500 milhões por ano. Mas esse valor poderá aumentar caso as vendas aumentem mais do que o esperado”, disse o ministro após participar de uma audiência pública no Senado.

Há, no Brasil, cerca de 65 milhões de pessoas que possuem smartphones. Sem as medidas anunciadas hoje, a expectativa do governo era de que, até o final do ano que vem, esse número ficasse entre 130 milhões e 140 milhões. “Com certeza esse número ficará maior [a partir dos benefícios anunciados hoje]”, adiantou Paulo Bernardo.

Por Pedro Peduzzi. Edição: Denise Griesinger.

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