05/04/2013

No Brasil, mulheres são maioria no fazer jornalístico, aponta pesquisa

Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) apresenta relatório final sobre o perfil dos jornalistas brasileiros.

Pesquisa da Fenaj. Divulgação.RIO DE JANEIRO (Da Redação), 5 de abril – A Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) apresentou na quinta-feira (4) o relatório da pesquisa “Perfil profissional do jornalista brasileiro”. Entre as características demográficas observadas na categoria, o relatório apontou uma significativa expansão na presença feminina na área. Segundo o levantamento, hoje há mais mulheres (64%) do que homens atuando no mercado de trabalho. Entretanto, os homens ocupam predominante os cargos de chefia.

O relatório mostra também que quase a íntegra dos jornalistas que atuam no Brasil têm formação superior (98%). Desses, 91,7% têm graduação em Jornalismo. Dos graduados, 61,2% são formados no ensino privado e 40,4% deles têm curso de pós-graduação. Foram identificados 317 cursos de Jornalismo no país.

Ainda de acordo com a pesquisa, 59,9% dos jornalistas recebem até cinco salários mínimos. O índice de desemprego observado na categoria coincide com a taxa no país, que fechou o ano de 2012 com 5,5%. A cada 4 jornalistas, 1 está filiado a sindicato, ou seja, 24,2% são associados a entidades sindicais. Dos jornalistas, 55% atuam em mídia (veículos de comunicação, produtoras de conteúdo etc.), 40% atuam fora da mídia, em atividades de assessoria de imprensa ou comunicação ou outras ações que utilizam conhecimento jornalístico, e 5% trabalham predominantemente como professores.

A pesquisa “Perfil profissional do jornalista brasileiro” é um projeto do Núcleo de Estudos sobre Transformações no Mundo do Trabalho da Universidade Federal de Santa Catarina (TMT/UFSC) em parceria com a Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) e com apoio do Fórum Nacional de Professores de Jornalismo (FNPJ) e da Associação Brasileira de Pesquisadores do Jornalismo (SBPJor). O relatório final pode ser baixado aqui (PDF). JW.

Via Fenaj.

Mario CavalcantiNo Brasil, mulheres são maioria no fazer jornalístico, aponta pesquisa