Mario Cavalcanti
por — 20/06/2011 em Notícias

Ministro comenta sobre banda larga popular

Paulo Bernardo prevê problemas de infraestrutura com facilitação do acesso

Agência BrasilBRASÍLIA (Agência Brasil), 20 de junho – A popularização da Internet, a partir do próximo semestre, poderá causar problemas de infraestrutura, disse na sexta-feira (17) o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, ao participar do 2º Encontro dos Blogueiros Progressistas, em Brasília. “Percebemos que quando começarmos a vender a Internet mais barata, vamos ter problema sério de infraestrutura”, afirmou.

Segundo o ministro, o governo pretende investir na construção de redes de fibras óticas no Brasil para atender o aumento da demanda. “Vamos ter que ter investimentos, associações para construir redes de fibra ótica. Disseram que precisávamos de US$ 144 bilhões para fazer investimentos, eu não acredito nisso”.

A partir da segunda metade de 2011, o governo federal vai implementar um programa que garanta o acesso à Internet banda larga com preços acessíveis, na faixa de R$ 25 a R$ 35 por mês. E de acordo com Bernardo, “essa é uma prioridade absoluta, colocar a Internet de baixo custo e popularizá-la”.

INTERNET NÃO FICARÁ EM REGIME PÚBLICO

Atualmente há cerca de 5 mil provedores no país. Por isso, segundo o ministro não é possível colocar a Internet banda larga em regime público, ou seja, sob responsabilidade do governo. “Não temos como opção colocar a Internet em regime público. É complicado outorgar isso às empresas, e não temos todo esse orçamento.”

Paulo Bernardo também falou sobre a aprovação do novo marco regulatório das comunicações, que, segundo ele, é extremamente importante para o país, e lembrou da polêmica que o tema provocou. “No ano passado passamos por uma situação de muito conflito em relação a isso. Disseram até que queríamos controlar a mídia”.

Segundo o ministro, a Constituição prevê que uma parte dos meios de comunicação tenha um marco regulatório. “Não pode ter concentração, monopólio, tem que observar que não pode ter racismo, preconceito, discriminação, xenofobia”.

Por Daniella Jinkings. Edição: Aécio Amado.

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