Mario Cavalcanti
por — 23/02/2010 em Notícias

Investida da BBC no iPhone divide opiniões

Associação de Editores de Jornais do Reino Unido quer acabar com aplicativos

Diversos veículos marcam presença no iPhone (Divulgação)RIO DE JANEIRO (Da Redação), 23 de fevereiro – A Associação de Editores de Jornais (Newspapers Publishers Association, no original) do Reino Unido, que representa os maiores editores da região, acredita que as novas aplicações desenvolvidas pela BBC para iPhone representam um obstáculo à tentativa das publicações impressas de gerar receita na área de notícias para dispositivos móveis. As informações são do Editors Weblog.

Segundo David Newell, diretor da Associação – que tem como objetivos representar, proteger e promover o setor nacional de jornais – a BBC, "não pela primeira vez", está se preparando para interferir num mercado nascente e ir de encontro às aspirações comerciais de provedores de notícias. "Num momento em que a BBC está enfrentando críticas em níveis sem precedentes quanto a sua expansão, e em paralelo o mercado está investindo em novos modelos, é decepcionante que a Corporação esteja fazendo planos que colocariam em sérios riscos a habilidade do setor de gerar retorno sobre seu investimento, e ainda sua capacidade de dar suporte ao jornalismo de qualidade", disse Newell, em nota enviada ao site paidContent:UK.

INCOMPATIBILIDADE COM MISSÃO DA BBC

Ainda na nota, ele afirma que o impacto da presença online da BBC é conhecido, porém, ao contrário do que a corporação argumenta, o desenvolvimento de aplicativos para iPhone não seria uma extensão do serviço já existente. Segundo Newell, o investimento nesse nicho de mercado não seria condizente com a missão da BBC de divulgar seu conteúdo para uma audiência ampla e de forma generalizada.

Um porta-voz da BBC insiste que a licença de serviço online da companhia, concedida pela BBC Trust – órgão que regulamenta a BBC – foi "explícita em permitir à corporação que faça uma nova proposta para seu conteúdo online ser consumido em dispositivos móveis". Sob o ponto de vista da licença concedida, os aplicativos não seriam um serviço novo, mas uma nova maneira de apresentar um conteúdo já existente. JW.

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